Os riscos psicossociais ganharam espaço de destaque na gestão de saúde e segurança do trabalho a partir das exigências da NR-1. Na caminhada para transformar ambiente, cultura e produtividade, percebemos: entender a percepção dos colaboradores é o ponto de partida. Por isso, criar um questionário de riscos psicossociais eficiente se tornou parte do dia a dia de quem quer ir além da teoria do PGR e entregar resultados reais.
O que não é mensurado, não é gerenciado.
Neste artigo, mostramos nosso método do Pesquisa NR1 para criar questionários que oferecem diagnósticos claros, visuais e objetivos – transformando riscos invisíveis em planos de ação eficazes. Tudo em linha com a NR-1 e pronto para auditoria, comunicação interna ou envio ao governo.
O que são riscos psicossociais no trabalho?
Antes de partir para o questionário, precisamos nivelar conceitos. Riscos psicossociais envolvem aspectos organizacionais, ambientais e sociais do trabalho que impactam a saúde mental e física dos trabalhadores. Estresse, assédio, sobrecarga, isolamento, má liderança e violência são exemplos. Muitos deles não aparecem nos relatórios clássicos – mas deixam rastros de absenteísmo, adoecimento, baixa motivação e rotatividade.
Nossa missão no Pesquisa NR1 não é apenas detectar esses riscos, mas também criar pontes para soluções práticas e mensuráveis.
Por que um questionário é ferramenta chave?
O questionário é a principal porta de entrada para mapear riscos psicossociais na empresa. Ele dá voz ao colaborador, detalha situações difíceis de visualizar e ajusta o foco da gestão para os verdadeiros pontos críticos. Ao estruturar perguntas bem alinhadas à realidade da equipe, é possível:
- Identificar áreas com maior exposição ao estresse e conflitos
- Mapear a percepção de carga de trabalho, relações e ambiente
- Gerar indicadores acionáveis para o PGR e para o eSocial
- Construir diálogo transparente com todos
Mais do que cumprir uma obrigação, utilizamos o questionário na Pesquisa NR1 para consolidar uma cultura de prevenção.
Passo a passo para criar um questionário de riscos psicossociais
1. Defina o objetivo do diagnóstico
O primeiro passo é entender por que estamos aplicando tal instrumento na empresa. Pode ser exigência legal (PGR da NR-1), preparação para auditoria, investigação após um incidente ou até parte de uma política de valorização da saúde mental. Objetivos claros ajudam a delimitar o escopo, evitar perguntas desnecessárias e garantir o engajamento dos colaboradores.
Tente definir: O que queremos descobrir? Vamos medir clima, cargas, relações ou todos? Quem precisa responder? Esta clareza orienta cada próxima decisão.
2. Escolha as dimensões a investigar
O universo dos riscos psicossociais é amplo. Nossa experiência indica que dividir o questionário em blocos/dimensões estruturadas facilita tanto a análise quanto o entendimento do respondente. Exemplos de dimensões relevantes:
- Organização do trabalho (jornada, pausas, demandas)
- Relações interpessoais (liderança, assédio, cooperação)
- Reconhecimento e justiça (o quanto o esforço é valorizado, equidade)
- Saúde emocional e bem-estar (sentimentos de exaustão, ansiedade, confiança)
- Ambiente físico e segurança
Vale adaptar para a cultura e os riscos específicos do setor.
3. Escreva perguntas claras e objetivas

Evite rodeios. Cada pergunta deve ser direta e de fácil compreensão, sem termos técnicos ou ambiguidades. Se possível, use sempre a linguagem do ambiente de trabalho dos respondentes. Eis algumas dicas práticas:
- Prefira frases afirmativas curtas
- Limite perguntas duplas (um tema por vez)
- Evite julgamento nas questões
- Dê exemplos, se necessário
Por exemplo: "Sinto que meu trabalho é reconhecido pela liderança", ao invés de "Como você avalia o reconhecimento do seu trabalho?".
4. Defina o formato das respostas
O formato mais comum são escalas (por exemplo, de 1 a 5), pois facilitam análise estatística e geração de dashboards. Mas perguntas abertas também têm valor, especialmente para captar situações específicas não previstas.
Opções comuns:
- Escalas de concordância (discordo totalmente até concordo totalmente)
- Frequência (nunca / raramente / às vezes / frequentemente / sempre)
- Perguntas abertas para depoimentos breves
No Pesquisa NR1, trabalhamos com formatos mistos, sempre buscando equilíbrio entre dados quantitativos e insights qualitativos.
5. Cuide do aspecto ético e do anonimato
A confiança no processo garante respostas sinceras. Esclareça sempre o propósito do diagnóstico, como os dados serão utilizados, e garanta anonimato na coleta e análise.
Quando as pessoas confiam, as respostas mudam de tom.
Toda pesquisa do Pesquisa NR1 traz esse compromisso desde a primeira página do questionário. Privacidade é respeito – e respeito faz parte do cuidado integral.
6. Faça um teste piloto antes da aplicação

Aplicar o questionário completo a um pequeno grupo (piloto) serve para identificar problemas de entendimento, desconforto ou possíveis limitações técnicas. Após o teste, revise perguntas, tempo de resposta e formato para garantir clareza e agilidade.
7. Organize a aplicação e comunicação interna
Planeje datas, responsabilidades e formas de comunicação para estimular a participação do maior número possível de colaboradores. Explique para quem serve o diagnóstico, quem aplica, prazo e reforçe o anonimato.
- E-mails, banners, líderes de setor – use mais de um canal para engajar
- Evite períodos críticos (fechamento de metas, mudanças internas)
- Estabeleça contato aberto para dúvidas
Esse zelo é parte do que defendemos na Pesquisa NR1, pois a adesão do time determina a validade do diagnóstico.
Como analisar e usar os resultados?
Após a coleta, transforme as respostas em indicadores visuais e objetivos. Este artigo sobre gerenciamento de riscos psicossociais na NR-1 mostra como gerar dashboards para mapear pontos críticos, tendências e setores-chave. Cruzar dados categorizados por setores/departamentos traz ainda mais valor.
No Pesquisa NR1, investimos na automação e visualização dos resultados para orientar decisões práticas e fundamentadas. Não basta apontar o problema: é preciso gerar inteligência de gestão para agir rápido e bem.
Exemplos de perguntas para começar
Separamos exemplos reais retirados de nossos projetos que podem servir de ponto de partida:
- Sinto que minhas demandas ultrapassam o tempo disponível para realizá-las.
- Percebo clareza nas orientações do meu gestor.
- Já presenciei situações desconfortáveis entre colegas no ambiente de trabalho.
- Sinto liberdade para pedir ajuda quando necessário.
- Considero minha carga de trabalho equilibrada.
- Já senti necessidade de afastamento devido ao estresse causado pelo ambiente ou tarefas.
Para mais exemplos e aprofundamentos, sugerimos a leitura das nossas publicações sobre riscos psicossociais e outras questões do universo psicossocial no ambiente de trabalho, como em nossa categoria especial.
Dificuldades comuns e como superar
Criar um questionário do zero parece simples, mas acompanhamos desafios reais nas empresas:
- Ambiguidade ou excesso de perguntas: provoca cansaço e respostas incompletas.
- Falhas de comunicação: gera desconfiança e baixa adesão.
- Análise superficial: perde detalhes que fariam diferença na tomada de decisão.
Recomendamos guiar-se sempre pelas diretrizes mais recentes da NR-1, investir em clareza no propósito e no critério ético. Nossos conteúdos trazem exemplos práticos, como os sinais de que a empresa ignora riscos psicossociais e passos para um PGR simples e direcionado à saúde mental.
Conclusão: transformar dados em ação concreta
Um questionário de riscos psicossociais bem estruturado pode mudar a história do ambiente de trabalho, antecipando riscos e criando ambientes mais seguros e saudáveis. Em nossa experiência no Pesquisa NR1, a diferença está em traduzir as respostas em práticas que engajam, previnem e criam valor para todos.
O questionário é só o início – a verdadeira mudança está no agir.
No momento em que sua empresa precisa sair da teoria e conquistar resultados mensuráveis na gestão de riscos psicossociais, conheça nossa solução e descubra o impacto de um diagnóstico estratégico. Fale conosco e transforme saúde mental em realidade, de acordo com a NR-1.
